IPO Porto com novos acessos ao parque de estacionamento

A implementação do novo sistema vai originar mudanças de circuitos, com ativação de entradas novas e encerramento de outras, o que se vai refletir numa circulação mais fluída e segura para os doentes.

A principal alteração prende-se com o encerramento do portão situado em frente à entrada principal, que passa a permitir apenas acesso pedonal.

Os doentes passarão a ter disponível o Portão 2 (frente à Estação de Metro, a 200 metros da entrada que será desativada) e o Portão 4 (S. Tomé). Ambas as entradas terão apoio de segurança. A saída do parque pode ser feita através de qualquer um dos outros portões.

A localização das máquinas para pagamento automático será a mesma: Porta Edifício Principal; Porta SANP; Porta S. Tomé e junto ao Edifício dos Laboratórios e, a médio prazo, serão disponibilizadas novas formas de pagamento, nomeadamente por via verde e multibanco.

IPO LANÇA PRÉMIO EM INVESTIGAÇÃO EM CANCRO GÁSTRICO

Em avaliação estarão trabalhos originais, de investigação clínica ou de translação, na área do cancro gástrico (epidemiologia, diagnóstico/diagnóstico precoce, terapêutica, prognóstico, resultados reportados pelo doente) que tenham sido publicados em revistas indexadas com revisão por pares nos últimos dois anos, sendo que pelo menos um dos autores tem de estar inscrito na Ordem dos Médicos.

A distinção será atribuída anualmente e tem um prémio no valor de 1000 euros. A data limite para submissão do trabalho é 31 de janeiro de cada ano civil e pretende-se que o vencedor, este ano, seja conhecido a 31 de março e a distinção entregue aquando do curso anual que se realiza em maio de 2021 no IPO do Porto.  As candidaturas devem ser remetidas para o endereço premiocancrogastrico@ipoporto.min-saude.pt

Estudo internacional sobre políticas de gestão do cancro do pulmão na Europa

Pode ler o estudo aqui: https://bit.ly/32e8ueG

A pesquisa realizada utiliza um scorecard de benchmarking, permitindo que os todos países vejam como está o seu desempenho na abordagem desta patologia em comparação com seus pares, usando esse insight para promover mudanças.

Portugal apresenta um bom desempenho por tratar o cancro de pulmão como uma prioridade estratégia e um problema de saúde pública. No entanto, foram identificadas algumas necessidades: o desenvolvimento de uma abordagem direcionada para melhorar a deteção precoce do cancro de pulmão, fortalecimento da legislação antitabaco e mudanças de comportamento através de um melhor acesso aos programas de cessação do tabagismo para adultos e adolescentes.

O estudo recomenda a todos os países da Europa conscientizar, melhorar a prevenção, a deteção precoce, diagnóstico e prognóstico, e garantir o acesso a tratamentos de alta qualidade, incluindo um melhor acesso a  cuidados paliativos. A chave das boas práticas para muitas dessas recomendações é garantir que os doentes façam parte do processo, principalmente, através das associações de doentes.

Trabalho de investigação do IPOP é capa na revista internacional Cancers

O artigo científico selecionado intitula-se “Extracellular Vesicles Enriched in hsa-miR-301a-3p and hsa-miR-1293 Dynamics in Clear Cell Renal Cell Carcinoma Patients: Potential Biomarkers of Metastatic Disease” e incide sobre o estudo de microRNAs em Vesículas Extracelulares (VEs) derivadas de doentes com carcinoma de células renais seguidos na instituição com o intuito de estabelecer novos biomarcadores de prognóstico, estudados por técnicas minimamente invasivas. Pode ver aqui:
https://www.mdpi.com/2072-6694/12/6

O estudo, desenvolvido nos últimos anos, permitiu observar que indivíduos com doença metastática apresentavam maiores níveis de hsa-miR-301a-3p e menores níveis de hsa-miR-1293 dentro de vesículas extracelulares quando comparados com indivíduos submetidos a cirurgia e atualmente sem evidência de doença, o que evidencia o potencial destes microRNAs como biomarcadores de doença metastática em doentes com carcinoma de células renais.

Estas vesiculas são obtidas a partir de uma amostra de sangue, o que faz desta abordagem uma técnica pouco invasiva e dolorosa para doente, o que vai de encontro às vantagens do uso de biópsias líquidas.

O presente estudo fomentou a interação de várias equipas, contando com a participação interna dos Serviços de Urologia, Oncologia Médica, Anatomia Patológica e do Grupo de Epigenética e Biologia do Cancro do IPO-Porto. Destacando-se também a colaboração do Grupo Systems Oncology do Centro de Investigação da Fundação Champalimaud e do Departamento de Genética da Universidade de Groningen (Holanda). 

Neste âmbito, três dos autores da publicação foram também convidados pelo grupo editorial da MDPI para dirigirem uma edição especial da mesma revista dedicada aos avanços dos RNAs não codificantes no carcinoma de células renais. A edição especial intitula-se “Noncoding RNAs in Renal Cell Carcinoma Landscape” (https://www.mdpi.com/journal/cancers/special_issues/Noncoding_RNAs_RCC) e tem como editores convidados o coordenador do Grupo de Oncologia Molecular e Patologia, Rui Medeiros e as investigadoras Ana Luísa Teixeira e Francisca Dias.

2.º Prémio Melhor Poster | Encontros da Primavera 2020

O objetivo deste trabalho foi avaliar a concordância entre as classificações moleculares obtidas por imunohistoquímica (IHQ4: RE/RP/HER2/Ki67) e pelo perfil genómico PAM50, bem como as potenciais mudanças na decisão terapêutica de acordo com as diferentes classificações e estratificações de risco, em doentes com cancro da mama nos quais o clínico pode ter dúvidas sobre a necessidade de quimioterapia após o tratamento cirúrgico.

A metodologia passou por avaliar todos os testes de perfil genómico realizados no Serviço de Genética, de doentes do IPO-Porto e doentes de 15 outros hospitais portugueses e brasileiros, usando os mesmos critérios de indicação para teste e assumindo que os vários hospitais aplicam as regras de decisão terapêutica definidas na nossa instituição.

Este estudo demonstrou que a utilização do teste genómico PAM50 em doentes selecionadas e a aplicação das recomendações terapêuticas seguidas no IPO do Porto levaria à alteração da decisão terapêutica inicialmente estabelecida baseada na IHQ4 em 44% dos doentes com cancro da mama com indicação para fazer o teste, sendo que a percentagem de doentes testados com indicação para fazer quimioterapia adjuvante baixa de 58% para 52%.

Este estudo demonstra que o perfil genómico PAM50 pode ter um impacto importante na decisão da necessidade de quimioterapia adjuvante.