História

Decorria o ano de 1907 quando em Portugal se deram os primeiros passos na organização da luta contra o cancro. O entusiasmo com que a ideia foi recebida e acarinhada deveu-se, em grande medida, à dedicação, entusiasmo e clarividência do Professor Francisco Soares Branco Gentil, especialista de renome internacional, já então reconhecido na Europa e Estados Unidos, onde estagiou e se especializou em oncologia. O Professor Francisco Gentil foi o grande dinamizador do Instituto Português para o estudo do Cancro, criado em 1923 com sede provisória no Hospital Escolar de Santa Marta em Lisboa. Anos mais tarde, o Instituto Português de Oncologia instala-se definitivamente na Palhavã, em Lisboa, adotando, posteriormente, o nome do seu fundador, o Professor Francisco Gentil.

Em 1967 foi criado o segundo centro do Instituto Português de Oncologia, em Coimbra, como resposta às necessidades sentidas no Centro do País, relativas à assistência oncológica.

Foi em abril de 1974 que o Centro do Porto do Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil iniciou as suas funções, após um cuidado período de preparação de mais de dois anos. Muitas foram as pessoas ligadas à criação deste Centro, destacam-se nomes como o de João dos Santos Ferreira, doador do terreno e artífice da criação no Porto do Instituto de Oncologia; José Guimarães dos Santos, primeiro Diretor; José Cardoso da Silva, primeiro Diretor Clínico; Maria Helena da Conceição Vicente, primeira Enfermeira Diretora; António Henrique Pereira Alves, primeiro Administrador.

O Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil, Centro Regional do Porto, tem-se vindo a distinguir ao longo dos anos pelo dinamismo e lugar cimeiro na qualidade com que acolhe e trata os doentes, pela atividade científica de alta credibilidade que desenvolve e pela qualidade do ensino que realiza na área da oncologia.

Pelo prestigio conquistado adquiriu dimensão internacional, sendo membro ativo da European Organization of Research and  Treatment of Cancer (EORTC).

Os tempos que se vivem nas áreas da biologia e genética trazem ao tema “cancro” novos conhecimentos e novas esperanças. São estas realidades que o IPO-Porto vive com profundo empenho e entusiasmo, respondendo aos novos desafios por forma a dar continuidade à promoção da qualidade em todos os níveis: da gestão ao ensino; do diagnóstico ao tratamento; da criação de novas estruturas à investigação científica de qualidade nas áreas da investigação de transferência e dos ensaios clínicos.

A procura de novas formas de gestão, mais adequadas aos novos desafios deste novo século e aparentemente mais consentâneas com a melhoria constante e progressiva da qualidade em todos os níveis de atuação, levou a que o IPO solicitasse à tutela a sua integração no grupo dos hospitais com estatuto de sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, o que veio a formalizar-se através do Decreto-Lei nº 282/2002, de 10 de dezembro, que alterou a sua designação para IPOFG – CROP, S.A.

O novo Decreto-Lei (n.º 233/2005), veio transformar as sociedades anónimas de capitais exclusivamente públicos (S.A.) em EPE – Entidades Públicas Empresariais, a 1 de janeiro de 2006. A transformação, que visou uma melhor prestação de cuidados de saúde, através da otimização dos recursos, veio dar ao IPO-Porto a sua designação atual: Instituto Português de Oncologia do Porto Francisco Gentil, Entidade Pública Empresarial (IPOPFG, E.P.E.).

Datas Marcantes